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Tarifa Subsocial viabiliza abastecimento de água para mais de 200 famílias em 2025

Programa destinado a núcleos de regularização recebeu reconhecimento nacional

Celso Sgorla
Celso Sgorla Publicado em 22/05/2026 00:00
  Foto: Divulgação

Um programa específico criado peloSamaegarante o abastecimento de água em áreas deregularização fundiária de interesse social (Reurb-S)em Caxias do Sul. ATarifa Subsocialfoi implantada em três loteamentos em 2025, em um investimento de R$ 472 mil, e já atende a mais de 200 famílias.

Moradores dessas áreas pagam R$ 20 mensais por até 20 metros cúbicos de água. É um modelo diferente da Tarifa Social, que contempla consumidores de baixa renda com desconto de 50% nos primeiros 15m³.

Ainiciativa recebeu o Prêmio Destaque Brasil 2025,entregue pelo Instituto Habita do Brasil durante o encerramento do 7º Congresso Brasileiro de Habitação Social & Regularização Fundiária, no Rio de Janeiro, no último dia 27 de novembro. Em outubro, o programa conquistou o terceiro lugar no Prêmio Boas Práticas na Gestão Pública Municipal na categoria Meio Ambiente, em uma promoção da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

Três loteamentos contemplados pela Tarifa Subsocial receberam extensões de rede do Samae neste ano. No Recanto das Cascatas, em Santa Bárbara de Ana Rech, uma tubulação de 4,2 quilômetros, em 11 ruas, leva água para 154 famílias. O Samae investiu R$ 350 mil na obra, realizada pela Nort Brasil. “Ficou 100%. Antes dava até briga de vizinhos. Agora temos água e um comprovante de residência”, comemora o presidente do loteamento, Juarez Madruga.



Foto: Samae/divulgação

No Jardim dos Reis, núcleo situado no final da Avenida Sirius, no bairro Cruzeiro, uma extensão de 500 metros mudou a realidade de 32 famílias, antes acostumadas a ter de negociar o horário do banho com os vizinhos. O investimento foi de R$ 22 mil. “A gente esperava até meia-noite, uma da manhã, para poder tomar um banho. Tinha água na casa de um, não tinha na casa de outro”, lembra a presidente do bairro, Solange de Quadros.

A mais recente comunidade beneficiada fica em São Valentim da 6ª Légua. A extensão de rede de 875 metros, em um investimento de R$ 100 mil, atende a 35 famílias. “Faz nove anos que moro aqui. Foi muito sofrido. Já ficamos cinco dias sem água. Íamos buscar água de balde no cemitério”, relata a moradora Silmara da Cunha. Ela também lembra das máquinas de lavar queimadas pelas intermitências na vazão.

Opresidente da União das Associações de Bairros, Valdir Walter,conhece como poucos o significado dessa mudança de realidade. “Eu passei por isso também. Lá no Jardim Oriental a gente tinha de buscar água em uma chácara”, recorda o líder comunitário.



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