Uma extensão de rede de 6,5 quilômetros passa a levar água do Sistema Marrecas para cerca de80 famílias de Carapiaí, em Fazenda Souza. A obra entregue na terça-feira (20/1) custou R$ 650 mil, investimento feito pelo Samae como parte do Programa Água Boa.
O abastecimento no Carapiaí era feito por uma rede abastecida por um poço artesiano, mantido por uma associação, desde 2007. A mudança, segundo omorador Beto Bascheira,é uma questão de responsabilidade e de qualidade. “A gente vinha tocando esse sistema, de forma associativa, há 20 anos, por uma necessidade da comunidade, pois algumas regiões não tinham água. A água do Samae é 100% garantida, o que não estávamos tendo antes. Havia risco de contaminação”, conta. “Na época, a prefeitura furou o poço, numa parceria, a comunidade comprou o material e fez a rede. Mas já sabíamos que esse poço seria usado por um tempo determinado”, lembra osubprefeito de Fazenda Souza, Itacir Dall'Agnol.
A Nort Brasil implantou 3,5 quilômetros de rede nova na Estrada Waldemar Bascheira e substituiu três quilômetros da rede antiga (que levava água do poço) nas Estradas João Sgarbi e Valnor Dorigatti, além de colocar ramificações em vias próximas. Esses custos foram totalmente bancados pelo Samae, conforme determina o Água Boa. Lançado em julho e transformado em lei em dezembro, o programa prevê a implantação de redes de água no Interior sem quaisquer despesas para os moradores. Com isso, a zona rural, que antes arcava com parte dos cursos de material, passou a ter o mesmo tratamento da cidade.
Odiretor-presidente do Samae, João Uez,aproveitou a reunião com a comunidade para dirimir dúvidas sobre a adesão a autarquia, como tarifa, formas de cobrança e a instalação de novos hidrômetros. Na próxima quinta-feira (29/1) a equipe da autarquia estará na subprefeitura de Fazenda Souza para realizar os cadastros.
A conexão a uma rede – como a do Marrecas – garante mais segurança e qualidade ao abastecimento de água, que nas localidades mais distantes do perímetro urbano ainda é feito, em maioria, por meio de vertentes ou poços artesianos. “O poço fica como uma reserva, em caso de algum problema na rede”, acrescentou Uez.
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