Cultivo do kiwizeiro é debatido em Farroupilha | Jornalista Celso Sgorla 
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Cultivo do kiwizeiro é debatido em Farroupilha | Jornalista Celso Sgorla

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Cultivo do kiwizeiro é debatido em Farroupilha

Evento reuniu produtores, pesquisadores e especialistas da fruticultura em um dia dedicado à troca de conhecimentos, experiências e inovações sobre a cultura do kiwi

Celso Sgorla
Celso Sgorla Publicado em 26/05/2026 00:00
  Foto: Foto: Emater-RS/divulgação

A recuperação da produção dekiwi em Farroupilhae na região passa pela discussão e troca de conhecimentos e experiências e pela construção coletiva de soluções para os desafios e oportunidades desta cadeia produtiva. Com este objetivo, foi realizado O7º Seminário Nacional do Kiwizeiro, nesta sexta-feira (04/07), no auditório da UCS, em Farroupilha. 

Ogerente regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Gilberto Bonatto,participou da abertura. “Sabemos que produzir kiwi exige conhecimento técnico apurado, manejo adequado, organização da cadeia e visão de mercado. Por isso, momentos como este são fundamentais: eles fortalecem redes, promovem o diálogo entre a pesquisa, a extensão e o setor produtivo, e nos ajudam a construir estratégias conjuntas para superar obstáculos e aproveitar as oportunidades que estão colocadas, inclusive no cenário da exportação, da agroindustrialização e da fruticultura orgânica”, ressaltou.

Palestrante do evento, oengenheiro agrônomo Miguel Peterle,que vive na Nova Zelândia há 18 anos e trabalha na maior empresa de produção orgânica de kiwi do mundo, com uma área de 350 hectares, compartilhou a sua experiência. “A Nova Zelândia é o país que tem mais tecnologia na questão da produção do kiwi, e o Brasil tem muito o que aprender, principalmente no manejo de copas, dos tratos culturais e outros pontos que são importantes para a produção de uma fruta de alta qualidade, entre eles a importância de colher o kiwi no momento certo e os parâmetros utilizados na Nova Zelândia para fazer essa colheita”, destacou.

Aengenheira agrônoma Sabrina Cassol,doutoranda em Fitopatologia da Universidade Federal de Viçosa (MG), trouxe o conhecimento das pesquisas realizadas em Viçosa. Ela falou sobre o manejo do porta-enxerto resistente à Ceratocystis e outras medidas de manejo que precisam ser integradas para manter essa resistência efetiva no campo. “É muito importante que as mudas sejam propagadas e  garantidas que estejam livres do patógeno, para a gente não levar mudas infectadas para o campo, e algumas medidas como evitar solos encharcados, manter as plantas  com os tratos culturais adequados, fazer a desinfestação das ferramentas dentro dos pomares, a fim de não disseminar a doença, e outras medidas de assepsia de ferramentas e de cuidados, como  adubação adequada para as  plantas, tudo isso vai favorecer para que esse porta-enxerto fique no campo mais tempo com a resistência durável”, salientou.

A programação do seminário contou ainda com palestra sobre polinização, como o engenheiro agrônomo argentino Alejandro Reid, apresentação de case de sucesso com Volmir Cechin e apresentação da Associação Nacional do Kiwi. O evento foi promovido pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura de Farroupilha e Fetag-RS, com o apoio de várias entidades.


 



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