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Conselho das Árvores lança ONG para defender patrimônio arborístico de Caxias do Sul

Movimento criado em 2012 ganha formalização jurídica e busca fortalecer ações contra podas e cortes considerados inadequados

Celso Sgorla
Celso Sgorla Publicado em 28/07/2026 12:49
  Foto: Divulgação

O  Conselho das Árvores  promove evento público nesta quarta-feira, 29 de julho, às 19h, na Sala Geni Peteffi, na Câmara Municipal de  Caxias do Sul  e convida a comunidade para acompanhar e se engajar nas ações em  defesa das árvores.

O movimento surgido em 2012 para denunciar os maus tratos ao patrimônio arborístico da cidade passa agora a se constituir juridicamente como  Organização Não-governamental formalizada   e vai ampliar suas ações.

O Conselho das Árvores vem sendo o endereço de denúncias da população caxiense indignada com os cortes e podas indevidos que vêm sendo protagonizados pelo poder público e pela CPFL/RGE. Nas páginas das redes sociais do Conselho das Árvores foram contabilizadas mais de 200 mil visualizações de posts que revelam a irresponsabilidade dos gestores.

Para mudar este quadro o Conselho vem se empenhando em diversas iniciativas, como palestras educativas, reuniões com o poder público,  requerimento ao Ministério Público, audiência pública e outras. Mas denuncia que a atual gestão administrativa não está se sensibilizando com a gravidade do problema.

Segundo a nova  presidente do Conselho das Árvores, a Bióloga e doutora em Engenharia de Recursos Hídricos e Saneamento, Vânia Schneider,  falta perceber a arborização urbana como um dos principais elementos da infraestrutura das cidades.

“Muito além de sua função paisagística, as árvores exercem importantes serviços ecossistêmicos relacionados à regulação climática, melhoria da qualidade do ar, interceptação das águas pluviais, redução do escoamento superficial, proteção do solo, recarga hídrica, conservação da biodiversidade e promoção do bem-estar físico e psicológico da população”, destaca a especialista.

Segundo a bióloga, o atual manejo de podas do patrimônio arborístico da cidade podem aumentar, e não reduzir, o risco de queda de galhos ou de árvores, sobretudo durante eventos de vento intenso ou chuvas severas. Observa ainda como resultado a descaracterização da paisagem urbana, a redução da qualidade estética dos espaços públicos e o aumento dos custos futuros de manutenção e reposição da vegetação.

A diretoria da nova ONG Conselho das Árvores é constituída por profissionais de diferentes áreas e tem como meta ampliar este debate para a população. No manifesto a ser distribuído aos presentes no evento de hoje, a entidade destaca :

“A arborização urbana deve ser reconhecida como patrimônio ambiental coletivo e como componente essencial da infraestrutura municipal. Sua conservação transcende aspectos estéticos e representa investimento direto na segurança hídrica, na adaptação às mudanças climáticas, na saúde pública, na biodiversidade, na qualidade ambiental e na qualidade de vida da população.”

 

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