Cooperativa Paz e Bem lamenta descarte incorreto do lixo | Jornalista Celso Sgorla 
Quinta-Feira, 4 de Junho

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Cooperativa Paz e Bem lamenta descarte incorreto do lixo

Presidente Tiago Pavelski explicou que metade dos resíduos seletivos vai para a associação, mas a presença de resíduos orgânicos tem incomodado os cooperados

Celso Sgorla
Celso Sgorla Publicado em 26/05/2026 00:00
  Foto: Tiago Pavelski preside a Cooperativa de reciclagem Paz e Bem - Foto: Pietra Lima/Câmara Caxias/divulgação

De acordo com opresidente da Cooperativa Paz e Bem, Tiago Pavelski,apenas 60% do material de descarte reciclável de Caxias do Sul é aproveitado, enquanto os outros 40% são comprometidos devido à presença de material orgânico. Os dados serviram para que o profissional solicitasse aos vereadores, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (08/05), por medidas que promovam o descarte correto do lixo e facilitem o trabalho da associação, que, segundo ele, é a maior cooperativa de material reciclado do Estado.

O presidente explicou que metade dos resíduos seletivos no município passa pela triagem da Paz e Bem, onde trabalham cerca de 90 cooperados. Apesar da forte atuação das associações na separação desses materiais, que são posteriormente destinados a empresas que os reutilizam, o trabalho é, muitas vezes, comprometido pela falta de educação ambiental do caxiense, que não estaria separando o lixo corretamente. Ele acrescenta que a irresponsabilidade na destinação dos resíduos também apresenta riscos, uma vez que são encontrados, aos montes, cacos de vidro e itens hospitalares, ameaçando a integridade física de quem  manuseia e recolhe os resíduos.

“Hoje, o equivalente a 10 caminhões de coleta da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca) nem passam pela cooperativa. O material acaba enterrado por estar comprometido. Quando isso acontece, se enterra oportunidades, pois esse lixo gera renda para pessoas que, em outros locais de trabalho, não teriam oportunidade, como acontece na Paz e Bem”, avalia Pavelski. Ele também teceu críticas ao modelo de contêineres usado pela Codeca, pois “permanecem o dia inteiro aberto, transbordam e enchem de água quando há chuva”.

Foi solicitado aos parlamentares realizarem visitas às cooperativas que trabalham com o material reciclável e presenciem o que o presidente trouxe à tribuna. Para ele, é necessário que haja uma fiscalização mais ativa em relação ao descarte, incluindo quem trabalha com isso, como os catadores, e também os pontos de maior geração de resíduos, como restaurantes.



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