Sexta-Feira, 23 de Outubro

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Câmara de Caxias aprova reconhecimento da trança de palha de trigo como Patrimônio Cultural Imaterial

Técnica artesanal de origem italiana, conhecida como dressa, será valorizada por meio de ações de preservação, capacitação e incentivo à comercialização dos produtos

Celso Sgorla
Celso Sgorla
  Foto: Isadora Lopes/divulgação

Foi aprovado por unanimidade dos vereadores de Caxias do Sul, na sessão ordinária desta quinta-feira (22/10), na Câmara Municipal, o Projeto de Lei , que institui a trança de palha de trigo como Patrimônio Cultural Imaterial de Caxias do Sul. Conhecida como dressa, a prática é caracterizada pela utilização do caule seco que sobra após a colheita dos grãos para a confecção de chapéus, sacolas, cestos e outros utensílios e acessórios comuns ao cotidiano das famílias de agricultores. A votação ocorreu com a presença em plenário de um grupo de agricultores que perpetuam a técnica até os dias de hoje. O projeto é de autoria da vereadora Rose Frigeri/PT.

A técnica artesanal é oriunda do período no qual se estabeleceram os primeiros imigrantes na região e se mantém como uma das mais simbólicas expressões culturais da colonização italiana no Rio Grande do Sul. Conforme a exposição de motivos do projeto, a dressa ainda é uma atividade que está muito presente em Caxias do Sul e em seus distritos, além de outras cidades como Bento Gonçalves, Protásio Alves e Flores da Cunha.

O projeto foi inspirado em outras iniciativas no país com o mesmo propósito, como o artesanato em capim-dourado do Tocantins, a renda irlandesa de Sergipe, o artesanato em palha de milho na região de Ponta Grossa (PR) e de Valença (RJ).

Assim, a partir da sanção do Executivo à matéria, o poder público terá a responsabilidade de implementar as ações para valorizar e promover o saber-fazer da dressa. Entre as iniciativas, estão a realização de oficinas, cursos e feiras culturais; registro audiovisual e documental das técnicas e dos relatos de artesãs e artesãos locais; criação de espaços para a exposição e comercialização dos produtos criados; inclusão do tema em projetos de educação patrimonial e cultural e realização de parcerias com instituições públicas e privadas para garantir a sustentabilidade econômica da atividade.

 

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