A responsabilidade ambiental da empresa vai além dos seu... | Jornalista Celso Sgorla 
Quinta-Feira, 4 de Junho

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A responsabilidade ambiental da empresa vai além dos seus portões, afirma diretor da Aegea em palestra na CIC Caxias

Fabiano Dallazen abriu Semana Municipal do Meio Ambiente falando sobre desenvolvimento sustentável

Celso Sgorla
Celso Sgorla Publicado em 26/05/2026 00:00
  Foto: Fabiano Dallazen, diretor Jurídico e de Relações Institucionais da Aegea Saneamento, que palestrou na RA CIC Caxias desta segunda-feira. Foto: Júlio Soares/Objetiva/divulgação

Hoje, a responsabilidade da empresa vai além dos seus portões. A afirmação é dodiretor Jurídico e de Relações Institucionais da Aegea Saneamento, Fabiano Dallazen, quepalestrou na RA (reunião-almoço) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul(CIC Caxias)desta segunda-feira (2), evento que marcou oficialmente o início da Semana Municipal do Meio Ambiente em Caxias do Sul. Diante de uma plateia atenta de lideranças empresariais e públicas, Dallazen defendeu que práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) devem estar no centro das estratégias corporativas, não apenas por consciência, mas como fator decisivo de competitividade no mercado atual.

Com o tema “Desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável”, Dallazen abordou como as empresas podem alinhar suas operações às boas práticas ambientais, sociais e de governança, transformando responsabilidades em oportunidades. Segundo ele, incorporar a sustentabilidade à cultura empresarial é imperativo para a sobrevivência dos negócios a longo prazo e representa uma vantagem cada vez mais valorizada pelo mercado, especialmente pelo setor financeiro.

“Hoje, a responsabilidade da empresa precisa acompanhar todo o ciclo do produto ou serviço, mitigando riscos ambientais e fortalecendo sua reputação. Isso impacta diretamente a capacidade de obter crédito e atrair investimentos”, afirmou Dallazen em entrevista coletiva. O executivo destacou que o mercado financeiro, antes alheio ao tema, hoje prioriza projetos que demonstrem compromisso com o meio ambiente, com a inclusão social e com a integridade nas relações com o Poder Público.

Durante a apresentação, Dallazen exemplificou ações concretas da Aegea, como a recuperação ambiental da Baía de Guanabara, investimentos em balneabilidade no Rio de Janeiro, projetos de saneamento em comunidades ribeirinhas na Amazônia e medidas emergenciais adotadas no Rio Grande do Sul após as enchentes de maio de 2024. A Aegea, que atua em 15 estados e em mais de 800 municípios brasileiros, tem se destacado por captar recursos via e sustainability-linked bonds, atrelados a metas sociais e ambientais.

Ao abrir o evento, opresidente da CIC Caxias, Celestino Oscar Loro, ressaltou a importância de refletir sobre o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação, mas também dedicou parte de seu discurso ao cenário econômico brasileiro. Criticando a recente declaração do presidente Lula — “Economizar para quê?” — Loro alertou para os riscos do descontrole fiscal, do aumento do IOF e da crescente carga tributária, que, segundo ele, penaliza a sociedade e compromete investimentos em infraestrutura, tecnologia e geração de empregos.

“O Brasil precisa recuperar sua capacidade de poupança interna, reduzir o custo Brasil, melhorar a performance das estatais e eliminar castas privilegiadas. Somente com responsabilidade fiscal será possível garantir um ambiente econômico favorável e sustentável para todos”, afirmou Loro.

O presidente da CIC também manifestou preocupação com a proposta de aumento do salário mínimo regional pelo governo estadual, classificando o índice de 8% como descolado da realidade econômica atual e potencialmente prejudicial à competitividade gaúcha.

O evento contou com a presença do prefeito Adiló Didomenico, do secretário municipal do Meio Ambiente, Ronaldo Boniatti, da vereadora Marisol Santos, representando o Legislativo caxiense, e do prefeito de São Marcos, Volmir Rech.



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