Antes mesmo do lançamento oficial doprograma Aqui em Casa Tem Água, Doli Rodrigues da Silva, 74 anos, já estava em frente ao Centro Comunitário do Brandalise. Com a conta de água que confirma o endereço onde mora há 40 anos em mãos, ele não perdeu tempo e foi um dos primeiros a assegurar a compra de um reservatório de 1.000 litros, acompanhado do kit de instalação, com 75% de subsídio doSamae.
Foto: Laura Piola/divulgação
Depois de seu Doli, mais 51 moradores voltaram para casa na manhã quente de sábado (6/12) com a garantia de que eventuais problemas ou reparos na rede não serão mais sinônimo de falta d'água. “Se estoura um cano na rua, ficávamos sem”, conta Doli, que parcelou a compra em 60 vezes de R$ 3,28. “Mais barato que a cervejinha que eu gosto”, brincou. À vista, o valor é de R$ 170,41.
Já Maria de Fátima Rizzotto da Silva, 66 anos, preferiu “resolver mais ligeiro” em seis vezes de R$ 28,95. Moradora do bairro há 13 anos, ela vai substituir o velho reservatório de 500 litros. “Quando faltava água eu ajudava os vizinhos todos. Agora cada um vai ter a sua caixa, e não vamos pagar nem um terço do valor”, contou.
A primeira caixa instalada foi no próprio Centro Comunitário do Brandalise, por iniciativa do presidente do bairro, Homero Ramos. Os demais compradores têm seis meses para comprovar a utilização do equipamento, sob pena de ter de indenizar o Samae no valor integral do reservatório e do kit.

Foto: Laura Piola/divulgação
“Qualquer pessoa pode ter acesso à caixa. Esse programa é para trazer mais qualidade de vida e dignidade para o caxiense”, afirmou odiretor-presidente do Samae, João Uez. A ideia, conta, partiu doex-vice-prefeito Francisco Spiandorello.A partir da sugestão, Uez e uma equipe foram conhecer uma iniciativa semelhante em Ponta Grossa (PR). “Conhecenos o programa e rapidamente iniciamos o processo de aquisição. Não é feio copiar boas ações”.

Foto: Laura Piola/divulgação
Oprefeito Adiló Didomenicoalertou para dois cuidados essenciais: fixar bem a caixa d’água e realizar a limpeza periódica. “Eu morei mais de 30 anos numa casa no Rio Branco e limpei a caixa todos os anos. Eu tomo água do Samae há muitos anos. É uma água de excelente qualidade”, frisou.

Foto: Laura Piola/divulgação
O lançamento do programa foi considerado “um presente de Natal” pelo presidente da União das Associações de Bairros (UAB), Valdir Walter. “A gente só dá falta quando acontece de estourar um cano e fica sem água em casa. R$ 170 a gente vai no mercado e é uma sacolinha e olha lá”, comparou.
No próximo dia 20, a equipe do Samae estará no loteamento Vila Lobos, para atender solicitações e entregar caixas e kits aos moradores daquela região. A ação será realizada em outros bairros, em datas a definir.
Na primeira etapa do programa, o Samae irá oferecer 2 mil unidades, com a possibilidade de ampliar para mais 500. As caixas d’água são fabricadas em polietileno, vêm com tampa e têm capacidade para reservar 1.000 litros. O kit de instalação é composto por tubos, conexões, acessórios e um manual.
Por que ter caixa d’água
Ter uma caixa d´água é essencial para não enfrentar dificuldades em casos de intermitências no abastecimento para reparos na rede ou melhorias do sistema. Além disso, o reservatório reduz a pressão da água que entra no imóvel, evitando sobrecargas nas tubulações internas e economia no consumo. O ideal é que o reservatório fique em um ponto elevado do imóvel para que a água tenha pressão e velocidade para percorrer a tubulação, respeitando as condições estruturais da edificação.
A estimativa é que uma pessoa use cerca de 150 litros de água por dia. Em uma residência com cinco pessoas, em que o uso total seria de 750 litros de água, um reservatório de 1.000 litros mantém a casa abastecida mesmo que o fornecimento na rede fique interrompido por mais de 24 horas.
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