AOrganização Mundial da Saúde (OMS)estima que 11 milhões de pessoas morrem por ano por causa dasepse– isso significa mais de30 mil mortes por dia. O Dia Mundial da Sepse ocorre no dia 13 de setembro, mas apesar disso muitas pessoas ainda desconhecem a gravidade da doença que, quando associada com uma infecção comum, como pneumonia ou urinária, desencadeia uma reação descontrolada no organismo. Esse processo pode evoluir rapidamente para a falência de órgãos ou óbito. Essa condição também pode acometer pessoas previamente saudáveis.
OHospital Geralmontou uma equipe de profissionais multidisciplinar que se reúne mensalmente para analisar individualmente os casos tratados, discutir os desafios encontrados e traçar estratégias para aprimorar o atendimento. A cada encontro são identificadas oportunidades de melhoria, como a revisão de protocolos e o planejamento de ações que elevem a qualidade do atendimento e aumentam a segurança dos pacientes.
“O reconhecimento precoce é fundamental. Quanto antes identificarmos os sinais e iniciarmos o tratamento adequado, maiores são as chances de salvar vidas”, reforça oDr. Emerson Boschi, médico intensivista do HG.
Uma história de superação
Para além dos números, histórias reais mostram o quanto a informação pode fazer a diferença. Aestudante de psicologia da Universidade de Caxias do Sul Fernanda Oliboni,de 21 anos, foi diagnosticada com sepse, recebeu tratamento no HG e hoje está curada. Ela enfatiza a importância do diagnóstico correto. “Procurei atendimento em outros locais, mas os sinais não foram identificados a tempo. Quando cheguei ao Hospital Geral, a equipe reconheceu rapidamente a sepse e iniciou o tratamento adequado. Graças ao atendimento rápido e humanizado, apoio dos meus amigos e familiares e ao meu esforço, consegui me recuperar. Hoje, consciente da importância de buscar ajuda médica cedo e de reconhecer os sintomas precocemente, quero que mais pessoas conheçam os sinais da sepse”, destaca.
Alguns grupos são mais vulneráveis à doença, como idosos, crianças, doentes crônicos ou com imunidade baixa. Mesmo aqueles que conseguem a cura podem carregar algumas sequelas físicas e psicológicas. Portanto, é fundamental estar atento aos sinais, que incluem febre, batimentos cardíacos acelerados, respiração rápida, pressão baixa, confusão mental e queda na saturação de oxigênio. Há uma série de medidas que podem ser adotadas para prevenir a sepse, entre elas manter a vacinação em dia, praticar bons hábitos de higiene, tratar corretamente doenças crônicas e procurar atendimento médico diante de sinais de infecção.
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