Implementada no final de 2023 pelaFundação de Assistência Social (FAS), órgão assistencial da prefeitura deCaxias do Sul, a mudança na forma de entrega da cesta básica para as famílias em vulnerabilidade está completando um ano e colhe resultados muito positivos. Em lugar daantiga cesta básica física, os núcleos familiares passaram a receber umcartão magnéticocom créditos no valor deR$ 80 reais ou R$ 150 reais. O montante é definido com base em análise feita pela equipe técnica da FAS sobre o grau devulnerabilidade social e econômicade cada grupo familiar. Por se tratar de ação emergencial, segundo os critérios do programa, a família pode receber o benefício por até três meses consecutivos. Ainda, as regras do programa impedem que o cartão seja utilizado para aquisição de bebidas alcoólicas e cigarros.
Nos primeiros 11 meses de 2024 foram distribuídos11.228 cartões auxílio-alimentação. O montante investido no programa, no período, foi de exatosR$1.337.020,00. Além do impacto positivo diretamente nos beneficiários, o uso do cartão agiliza a resposta do poder público às necessidades da população, proporciona a economia de recursos e ainda acaba por incrementar a economia de toda a cidade.
Com a medida, os beneficiários do programa passam a ter maior liberdade e dignidade. No lugar de uma cesta pronta com itens previamente definidos, eles podem usar o cartão, por exemplo, no mercado próximo de casa para adquirem itens frescos e que mais combinem com os padrões alimentares da família. O comércio local também é beneficiado, pois a vizinhança passa a ter maior liberdade e poder de compra.
Para a presidente da FAS,Geórgia Tomasi,“essa mudança foi planejada no início da gestão e trouxe ânimo e também curiosidade dos servidores, que se preocupavam se as famílias iriam se adaptar à nova modalidade. Com o passar dos meses, além de termos superado os problemas com a logística da entrega das cestas e atrasos, percebemos que a população realmente se beneficiou dessa troca, relatando o sentimento de dignidade de poder adquirir e escolher os alimentos de que necessitam”.
Somado a tudo isso, o poder público também se beneficia, uma vez que ele tem mais agilidade para atender às demandas dos usuários da rede socioassistencial. Paralelamente, há uma significativa redução dos custos, pois não há mais a necessidade de armazenar e distribuir as cestas básicas.
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