OProjeto Regenera Mata Atlântica – Casa Comum Pãnónh Mág idealizado pela Associação Farroupilhense de Proteção ao Ambiente Natural (AFAPAN)foi um dos 17 selecionados no Rio Grande do Sul, pela Teia da Sociobiodiversidade, uma iniciativa do Fundo Casa Socioambiental em parceria com o Fundo Caixa.
Opresidente da AFAPAN, José Pancotto,explica que será restaurará a mata nativa na comunidade Pãnónh Mág, substituindo espécies exóticas invasoras por plantas nativas e frutíferas, além de construir um centro comunitário para fortalecer a cultura e a organização social do povo Kaingang em Farroupilha.
O "Projeto Regenera Mata Atlântica" é um termo que engloba diversas iniciativas e projetos de restauração e conservação da floresta nativa, com foco em áreas degradadas. Não se trata de um único projeto específico, mas sim de uma série de ações e programas que visam a regeneração da Mata Atlântica e a recuperação de seus serviços ecossistêmicos.
Histórico
Em outubro do ano passado, foi lançada a primeira chamada da Teia da Sociobiodiversidade, a maior iniciativa já realizada na história do Fundo Casa. Com apoio financeiro do Fundo Socioambiental CAIXA, a Teia pretende impulsionar transformações profundas em comunidades locais e tradicionais, fortalecendo projetos de desenvolvimento sustentável em todo o Brasil.
A chamada nacional recebeu 2.048 propostas e 202 projetos foram selecionados, totalizando R$ 20 milhões em apoios diretos. Os projetos selecionados se enquadram em duas linhas temáticas: Negócios da Sociobiodiversidade, com 165 projetos (81,7%), e Soluções Baseadas na Natureza, com 37 projetos (18,3%).
A seleção dos projetos foi um processo criterioso e cuidadoso que envolveu uma equipe formada por gestoras, gestores e assistentes de programas do Fundo Casa, além de avaliadores(as) externos(as), especialistas nas linhas temáticas e no campo socioambiental. Centenas de organizações pontuaram muito bem, mas foi necessário seguir o limite dos recursos disponíveis para esta primeira chamada. A definição das propostas selecionadas foi baseada numa matriz de critérios para cada uma das linhas de apoio, contemplando os principais itens e informações necessárias para o enquadramento dos projetos nos objetivos desta chamada.
Vale ainda mencionar que a proposta inicial da Teia era apoiar 200 projetos nesta primeira chamada com até R$ 100 mil cada. Como nem todas as organizações solicitaram recursos com o valor limite da chamada, foi possível, com o saldo remanescente, apoiar mais duas propostas. Totalizamos assim, 202 projetos selecionados.
A distribuição regional dos projetos selecionados reflete a capilaridade do Fundo Casa: 72 no Nordeste, 57 no Norte, 32 no Sudeste, 24 no Sul e 17 no Centro-Oeste. Todos os estados brasileiros tiveram pelo menos uma proposta selecionada.
No que se refere aos biomas, a Mata Atlântica concentra a maior parcela de projetos selecionados (31,2%), seguida pela Amazônia (26,2%), Caatinga (13,9%), Cerrado (12,9%), Pampa (4,4%) e o Pantanal (2,5%). Ressaltamos que 8,9% dos projetos aprovados estão localizados em áreas de transição entre biomas.
A maioria das organizações que tiveram seus projetos selecionados se identifica como Associação (82,17%), seguida por ONGs (8,41%) e Cooperativas (4,95%). Redes e Articulações representam 2,47%, enquanto Movimentos e Fundos constituem 1% cada uma.
As organizações aprovadas têm atuação principalmente local ou territorial (61,4%), seguidas de atuação regional (27,2%) e nacional (7,4%). Além disso, 4% dos grupos não responderam essa pergunta. Destaca-se, ainda, que 90,1% delas participam de redes, fóruns ou coletivos. A maioria possui orçamento anual de até R$ 100 mil, considerando os 2 últimos anos. Cerca de 74% estão recebendo apoio do Fundo Casa pela primeira vez.
O impacto das propostas é expressivo: de acordo com as organizações que tiveram projetos selecionados, mais de 354 mil pessoas devem ser beneficiadas diretamente e mais de 959 mil de forma indireta.
A Teia da Sociobiodiversidade seguirá crescendo e se expandindo. Uma nova chamada está prevista para o segundo semestre de 2025 – mais uma oportunidade de semear futuros possíveis e fortalecer quem transforma realidades com sabedoria ancestral, cuidado com a natureza e potência coletiva.
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